Fui chamado pelo Cani, guitarrista e vocalista do Razorblades, pra produzir e mixar esse EP com 3 músicas. Foi demais revisitar os punk rocks da minha adolescência niilista!
Foi gravado no estúdio Nonna, em São Paulo, capital.
Adorei produzi-los e gostei muito do resultado! Acho que tem outras aí no forno… Vamos ver!
O Girá (conhecido antes como Araruna) foi idéia de Felipe Siles (piano) e Caroline Ladeira (voz).
Fui agregado mais tarde no grupo e mais tarde tínhamos também percussão e sopro.
A idéia era pesquisarmos músicas regionais brasileiras pra nos inspirarmos a fazer nossa música. Aprendi absurdos! Usei bastante o baixo acústico também como instrumento percussivo, roubando idéias da Orquestra Tropical de Contrabaixos (e a Orquestra de Contrabaixos francesa, matriz).
Este show foi no SESC de Campinas no Festival do Instituto de Artes (o FEIA) em 2006.
Mais tarde, produzi lá no NM estúdios (onde trabalhei até o final de 2007) 4 fonogramas do grupo, sente só:
No final de 2008 a escola de música Centro Musical RMF costumeiramente organizou 3 shows no Citibank Hall – 25, 26 e 27 de Dezembro de 2008. Quem canta nos shows são só os alunos da escola e eu fui um dos instrumentistas que os acompanharam.
Trabalhei também no CMRMF com o técnico de gravação e mixagem na escola de música Centro Musical RMF até o final de 2008 e ajudei a produzir os 3 DVDs provenientes desses shows.
No período em que trabalhei lá produzimos no estúdio da escola cerca de 4 discos, todos de alunos que por lá passaram ou ainda estudam lá.
Em 2007 inscrevi no FICC (Fundo De Investimentos Culturais de Campinas) o projeto da gravação desse disco do Instiga. Não tinha muita esperança de ser aprovado, pois sei que as Secretarias de Cultura preferem projetos que resgatam alguma cultura esquecida ou que tenham ligação direta com algum problema social. Portanto fiquei muito surpreso e agradecido quando soube que teríamos então a verba para realizá-lo em 2008.
Ficou do jeito que eu queria na época, mas hoje faria tudo diferente!
Além da gestão do projeto todo, assino a produção fonográfica, compus algumas músicas e mixei o álbum todo.
As músicas foram gravadas no estúdio do Mário Porto, em Barão Geraldo, e o álbum foi lançado no último trimestre de 2008.
Gostei dessa resenha:
O Instiga lança o álbum “Tenho uma banda” – trabalho este que para o grupo representa muito mais do que ‘os dramas de uma banda independente de rock’. Se trata do hino de uma classe criativa que antes não sem voz para de divulgar e se produzir e hoje graças a tecnologia e a internet só precisa de um gravador e um site para começar a ‘ter uma banda. “Tem uma banda, do lado de cá. Como insetos no mundo e vizinhos pra exterminar.
Trabalhei no estúdio N&M nos últimos meses que morei em Campinas (final de 2007). Lá eu participei de muita trilha pra publicidade, fazendo um pouco de tudo que há para se fazer: tocava, (me-)gravava, compunha, sequenciava (no Reason e no Cubase), editava, mixava, masterizava.
Aí vão dois exemplos que eu fiz por lá de publicidade:
O projeto Raperia foi escrito pela CASA CAFÉ | soluções fonográficas (eu, Pedro Sollero e Flávio Machado). A idéia foi produzir, da concepção à fabricação, um CD com 15 bases instrumentais de hiphop e distribuir gratuitamente nas comunidades carentes. O objetivo é fazer com que, a partir desse material, muitas músicas sejam feitas. Fomento à cultura, certo?
Em 2006 o projeto Raperia foi contemplado pelo FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas), ou seja, a Prefeitura de Campinas através de um edital anual decidiu bancar todo o projeto.
Então, nesse ano de 2007 produzimos as 15 músicas e fizemos 500 cópias do CD. Houve um evento de lançamento com free style, break e grafite.
Nesse disco toquei baixo elétrico, fretless e acústico. Além disso, mixei em parceria com o Alexandre Martins.
Usamos a estrutura do Instituto de Artes da UNICAMP (que, diga-se de passagem, não era nada especial) durante uma semana para fazer a gravação. Chegávamos no auditório as 22h e saímos muitas vezes na hora do almoço do dia seguinta, com intuito de fugir do barulho das atividades da Universidade.
As músicas são fantásticas e falam por si só.
O processo de produção do disco foi árduo devido as dificuldades técnica, mas gostei muito de como ficou. Mais um exemplo que a qualidade do trabalho se faz muito mais pelo esforço dos envolvidos do que pela grana e estrutura.