Fui chamado pelo Cani, guitarrista e vocalista do Razorblades, pra produzir e mixar esse EP com 3 músicas. Foi demais revisitar os punk rocks da minha adolescência niilista!
Foi gravado no estúdio Nonna, em São Paulo, capital.
Adorei produzi-los e gostei muito do resultado! Acho que tem outras aí no forno… Vamos ver!
Em 2007 inscrevi no FICC (Fundo De Investimentos Culturais de Campinas) o projeto da gravação desse disco do Instiga. Não tinha muita esperança de ser aprovado, pois sei que as Secretarias de Cultura preferem projetos que resgatam alguma cultura esquecida ou que tenham ligação direta com algum problema social. Portanto fiquei muito surpreso e agradecido quando soube que teríamos então a verba para realizá-lo em 2008.
Ficou do jeito que eu queria na época, mas hoje faria tudo diferente!
Além da gestão do projeto todo, assino a produção fonográfica, compus algumas músicas e mixei o álbum todo.
As músicas foram gravadas no estúdio do Mário Porto, em Barão Geraldo, e o álbum foi lançado no último trimestre de 2008.
Gostei dessa resenha:
O Instiga lança o álbum “Tenho uma banda” – trabalho este que para o grupo representa muito mais do que ‘os dramas de uma banda independente de rock’. Se trata do hino de uma classe criativa que antes não sem voz para de divulgar e se produzir e hoje graças a tecnologia e a internet só precisa de um gravador e um site para começar a ‘ter uma banda. “Tem uma banda, do lado de cá. Como insetos no mundo e vizinhos pra exterminar.
Toco baixo na Quiz desde Agosto de 2003, época que eu estudava na Unicamp. Tocamos frequentemente uma época no Barril da Máfia e atualmente na Casa São Jorge, em Barão Geraldo, e é sempre bom voltar pra lá.
A Quiz é uma banda de balada e tem várias releituras dançantes e cheias de arranjo intrincados de estudante de música. É Caetano, Milton, Rita Lee, Chico Buarque, Jamiroquai, Michael Jackson, tudo bem dançante.
Esse disco foi lançado em Setembro de 2007 e conta com 10 músicas autorais.
Eu entrei no Instiga para tocar baixo no lugar do Heitor, que passou pra guitarra, e pra ajudar a produzir o álbum Menino Canta Menina. Sinceramente, minha mão ali foi bem sutil contando que as músicas já tinham todas estruturas bem sólidas e eu me concentrei mais em compôr os baixos. Contribuí com uma música quase pronta, chamada inicialmente Sunstroke, renomeada para Bossa (em homenagem ao Boça do Hermes e Renato).
Depois da semana pauleira de gravação, mixagem e masterização no Tubo de Ensaio eu e o Tita resolvemos re-mixar algumas coisas que não gostamos. Não adiantou muito, sendo que mais tarde o selo Mondo 77, interessado em lançar o CD, mandou as músicas pra remixar com o Iuri Freiberger, um figurinha aí do meio indie.
O disco foi lançado em Setembro de 2007 pelo selo Trombador e distribuído pela Tratore.
O disco é mais pesado do que costumamos tocar e conta com várias críticas legais: Overmundo, Mubi, Banana Mecanica, entre mil outros!
Nova Pasta é a uma espécie de continuação do já extinto All Jokers, banda formada lá pelos idos de 1999 quando ganhei meu primeiro baixo. Tocaram nela desde o começo eu e o baterista, Sérgio Lombardi. Atualmente está extinta.
All Jokers começou no punk rock, gravou 2 CDs e passou por muita experimentação até chegar em Nova Pasta (também extinta) e seu álbum de estréia Lumbago.
O processo de composição do Lumbago foi um pé no saco. E foi tudo culpa minha.
Seria muito mais natural fazer com que esse álbum de estréia do Nova Pasta fosse uma continuação da fluidez adquirida nesses anos de parceria, mas acabou sendo um pouco mais complicado que isso.
Tudo era discutido e a gente só concordava na garapa com limão de 2L (todo ensaio na casa do Arthur, religiosamente 2 vezes por semana, até que anunciaram que o caldo de cana tava dando doença de chagas lá no Sul). Os embates eram sugeridos por mim e ficávamos as vezes ensaios inteiros planejando qual seria o teor das letras, se o CD deveria ter uma unidade estética, qual seria essa unidade, quais idéias a gente desenvolveria e transformaria em música e quais iam pro lixo, como seria feita a gravação (captação, timbres, instrumentos).
Através desse caminho muitas decisões importantes foram tomadas. E quer saber? Não lembro exatamente quais foram. O resultado foi esse: 11 sátiras do cotidiano urbano, temperados com um punk moderno sapequinha nada normal; 11 fonogramas, gravados e mixados em uma semana no estúdio Tubo de Ensaio, pelo técnico de som Rogério Villanova, que também gravou o Instiga; 54 sons diferentes de guitarra; baixo acústico, baixo fretless, piano, vibrafone1, tempestade, efeitos sonoros.
O projeto Raperia foi escrito pela CASA CAFÉ | soluções fonográficas (eu, Pedro Sollero e Flávio Machado). A idéia foi produzir, da concepção à fabricação, um CD com 15 bases instrumentais de hiphop e distribuir gratuitamente nas comunidades carentes. O objetivo é fazer com que, a partir desse material, muitas músicas sejam feitas. Fomento à cultura, certo?
Em 2006 o projeto Raperia foi contemplado pelo FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas), ou seja, a Prefeitura de Campinas através de um edital anual decidiu bancar todo o projeto.
Então, nesse ano de 2007 produzimos as 15 músicas e fizemos 500 cópias do CD. Houve um evento de lançamento com free style, break e grafite.
Nesse disco toquei baixo elétrico, fretless e acústico. Além disso, mixei em parceria com o Alexandre Martins.
Usamos a estrutura do Instituto de Artes da UNICAMP (que, diga-se de passagem, não era nada especial) durante uma semana para fazer a gravação. Chegávamos no auditório as 22h e saímos muitas vezes na hora do almoço do dia seguinta, com intuito de fugir do barulho das atividades da Universidade.
As músicas são fantásticas e falam por si só.
O processo de produção do disco foi árduo devido as dificuldades técnica, mas gostei muito de como ficou. Mais um exemplo que a qualidade do trabalho se faz muito mais pelo esforço dos envolvidos do que pela grana e estrutura.